Traumas
sexta-feira, 26 de setembro de 2014 | 10:06 | 0 ghouls
Cheguei um dia - exactamente quando começámos a avançar com o projecto de ilustração e como temática seria uma das obras que estivéssemos a dar este ano em português. As opções eram óbvias e os cenários foram mandados ao ar, todos os cenários que possam imaginar presentes nessa obra.
Era entre o Memorial do Convento e Felizmente há luar. Visto que o décimo segundo ano do ano passado trabalhou as diversas cenas do Memorial do Convento não tínhamos outra escolha senão o Felizmente Há Luar. Quanto ao facto de não ter trabalhado o Memorial do Convento, sinceramente nem estava minimamente triste acerca desse facto, até porque ainda não passei do segundo capítulo. - Ou seja, terei de o devorar nestas últimas semanas até ao dias do exame.
Portanto, Felizmente há Luar ficou logo definido nesse dia que seria o tema do projecto. Agora quanto às diferentes cenas, interpretando-as e por fim, ilustrando-as. Como nesse dia foi falado numa correria esse projecto e que eu quanto ao Felizmente há Luar também o li a correr. - Também aquilo nem se compara com livros como Memorial do Convento, é uma coisa mínima. Secante, mas que até dá para o ler bem. - Então a professora vira-se para mim e pergunta-me: "Qual é a tua cena preferida da obra?"
- "Quando o General é queimado na fogueira"
Pessoas que conhecem-me compreendem que tenha uma faceta mórbida, não que isso seja defeito. - Pelo menos para mim não o é. Mas verdade seja dita, arregalou bem os olhos e ainda repetiu o que tinha acabado de lhe responder. Aqui está em primeira mão - A traumatizar pessoas desde '96.
Recuperado do Cúmulo da Estupidez
Terça, 20 de Maio de 2014
Desde pequena que achava que não me encaixava por mais que tentasse. Talvez pelo facto de ao contrário de outras raparigas, eu desprezava bonecas por serem a imagem de perfeição na sociedade. Talvez por não gostar nem de saias nem vestidos e preferir vestir um fato de treino dois tamanhos acima do meu e preferir passar o meu tempo a jogar videojogos e de volta dos rapazes que me faziam sentir bem-vinda do que de volta das raparigas. Eles aceitavam-me como era e tratavam-me como se fosse irmã deles.
Tudo isso contribuiu para a confusão e um pouco de perda de identidade mais tarde. Não sabia quem era eu ao certo por esforçar-me tanto a tentar ser aceite por outras pessoas.
Um dia conheci uma rapariga sábia, que logo de primeira impressão deixou-me chocada pelo o à vontade que a própria tinha. Pela sua maneira única de vestir e agir. Ensinou-me que não devia mudar por ninguém e ser eu mesma, porque se continuasse a fazer o que estava iria viver o resto da minha vida infeliz comigo própria.
Nesse dia não só ganhei a minha verdadeira identidade, mas também uma melhor amiga. - E levarei essa amizade até à cova.

Stuffies que estão para breve:

