Crónicas de um morcego anti-social.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014 | 10:08 | 0 ghouls
Ainda ontem combinei com um amigo meu tentar ver se finalmente ia a algum sítio para vê-lo a atuar pela primeira vez mas mais importante conviver com o pessoal. Entre vários tópicos de conversa que discutíamos entre das quais era perguntar-lhe onde me encontrar com ele para além disso as dicas que me mandava e eu simplesmente não apanhava, dando-lhe motivo para dizer que talvez sejam demasiado complexas para eu percebê-las, ou como eu sei muito bem, o facto que sou simplesmente lenta até para perceber uma piada. Com conversa para trás e para a frente, com combinações de até fazermos mais coisas no futuro, tal como, correr, o que me deixou no mínimo surpreendida pois não me aparentava ser o tipo de rapaz que ligasse a isso. E até a boquinha do facto de às vezes não apanhar as dicas dele faz-lhe lembrar a namorada.
Epah, sei que evito ao todo custo contacto humano e quanto a perceber o sexo masculino posso nem entender nada, mas uma coisa é certa.
Pelas conversas, ou o tipo de relação dele com a namorada não é como as outras ou está a tentar uma ménage à trois.
Não vai acontecer amigo.
Recuperado do Cúmulo da Estupidez.
Quinta, 3 de Julho de 2014
Desde pequena que achava que não me encaixava por mais que tentasse. Talvez pelo facto de ao contrário de outras raparigas, eu desprezava bonecas por serem a imagem de perfeição na sociedade. Talvez por não gostar nem de saias nem vestidos e preferir vestir um fato de treino dois tamanhos acima do meu e preferir passar o meu tempo a jogar videojogos e de volta dos rapazes que me faziam sentir bem-vinda do que de volta das raparigas. Eles aceitavam-me como era e tratavam-me como se fosse irmã deles.
Tudo isso contribuiu para a confusão e um pouco de perda de identidade mais tarde. Não sabia quem era eu ao certo por esforçar-me tanto a tentar ser aceite por outras pessoas.
Um dia conheci uma rapariga sábia, que logo de primeira impressão deixou-me chocada pelo o à vontade que a própria tinha. Pela sua maneira única de vestir e agir. Ensinou-me que não devia mudar por ninguém e ser eu mesma, porque se continuasse a fazer o que estava iria viver o resto da minha vida infeliz comigo própria.
Nesse dia não só ganhei a minha verdadeira identidade, mas também uma melhor amiga. - E levarei essa amizade até à cova.

Stuffies que estão para breve:

