Coisas Inesperadas, no mínimo.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014 | 10:09 | 0 ghouls
Quem me conhece à bastante tempo, percebe que não é preciso ser um génio para ver logo como sou quanto a socializar e como ajo. Logo no primeiro dia ficariam com impressão que sou um dito morcego que só está bem enjaulada em casa atrás de um monitor a jogar e ver séries durante dias a fio mesmo que o sitio onde me instalo a ver e a jogar não é das áreas mais agradáveis para estar dentro de casa. Visto que se a temperatura lá fora rondar os 30 graus, neste caso agora em Agosto.
Agora nesse particular sítio, que é o meu quarto, é como se aumentasse mais vinte graus. - Comfortable,isn't?
Deixando isso, já vos dou a entender como seria se me abordassem na rua. Sou uma pessoa fechada e insegura, com dificuldade quanto a escolher as palavras mais acertadas. Visto esse meu dilema, esforço-me hoje em dia em alterá-los, encontrar os tais pontos positivos que me dessem confiança e um pouco de segurança.
Este Verão estava empenhada em viver. Não através de uma personagem de videojogo, mas ser eu mesma no mundo real. Sair de casa. Socializar, neste caso falar mesmo e não grunhir. Estar com os amigos, os poucos que tenho e que me são importantes.
Quem diria então que acabaria este ano a começar a namorar. O que pensava à anos que nem valia sequer tentar com medo de me magoar novamente? E quem diria que o mesmo rapaz estava sempre ao virar da esquina mas da forma como eu era antes fez com que nos desencontrássemos?
Quem diria a pessoa que era antes, que tinha uma barreira sempre em pé para que não se magoasse, acabaria mesmo por impedir a sua própria felicidade?
Uma lição a aprender, nunca esperem que as coisas aconteçam, vão atrás delas e lutem.
Recuperado do Cúmulo da Estupidez.
Sexta, 8 de Agosto de 2014.
Desde pequena que achava que não me encaixava por mais que tentasse. Talvez pelo facto de ao contrário de outras raparigas, eu desprezava bonecas por serem a imagem de perfeição na sociedade. Talvez por não gostar nem de saias nem vestidos e preferir vestir um fato de treino dois tamanhos acima do meu e preferir passar o meu tempo a jogar videojogos e de volta dos rapazes que me faziam sentir bem-vinda do que de volta das raparigas. Eles aceitavam-me como era e tratavam-me como se fosse irmã deles.
Tudo isso contribuiu para a confusão e um pouco de perda de identidade mais tarde. Não sabia quem era eu ao certo por esforçar-me tanto a tentar ser aceite por outras pessoas.
Um dia conheci uma rapariga sábia, que logo de primeira impressão deixou-me chocada pelo o à vontade que a própria tinha. Pela sua maneira única de vestir e agir. Ensinou-me que não devia mudar por ninguém e ser eu mesma, porque se continuasse a fazer o que estava iria viver o resto da minha vida infeliz comigo própria.
Nesse dia não só ganhei a minha verdadeira identidade, mas também uma melhor amiga. - E levarei essa amizade até à cova.

Stuffies que estão para breve:

